PREVALÊNCIA DE TRANSTORNOS MENTAIS COMUNS E FATORES DE RISCO ENTRE UNIVERSITÁRIOS

Autores

  • Joaquim Rangel Lucio Penha Universidade Estadual do ceará
  • Cleide Correia de Oliveira
  • Joyce Freitas de Sousa

DOI:

https://doi.org/10.33053/biomotriz.v14i4.235

Resumo

O estudo objetivou analisar a prevalência dos Transtornos Mentais Comuns (TMC) entre os graduandos de uma universidade pública do interior do estado do Ceará e identificar os fatores de risco que predispõem aos TMC entre estudantes. Tratou-se de uma pesquisa exploratória, descritiva com abordagem quantitativa. A amostra do estudo foi composta por 192 universitários, matriculados e frequentando a universidade. O instrumento de coleta foi utilizado um questionário para obtenção de dados relativos a identificação sócia-demográfica dos participantes e a versão brasileira do Self Report Questionnaire (SRQ-20), instrumento validado que avalia o estado de sofrimento mental dos indivíduos. A maioria dos participantes é do sexo feminino (74,5%). A prevalência de TMC na população estudada correspondeu a 69,8% dos estudantes. A cobrança pessoal dos estudantes avaliados foi elevada, correspondendo a 67,7% dos casos, e destes 50% apresentam TMC. Os participantes que possuem TMC apresentaram dificuldade para dormir (43,2%) e desconforto físico (52,6%); apresentaram durante a infância e/ou adolescência as seguintes situações: medo (3,1%), timidez (9,9%), ansiedade (6,3%), bullying (2,6%), reprovações (0,5%), entre outros. Os estudantes com TMC possuiam as seguintes fontes de tensão durante a vida universitária: graduação em si (21,9%), provas e seminários (8,9%), professor (3,1%), disciplina (2,1%), estágios (1%), falta de tempo (1%), entre outros. Os resultados demonstraram a necessidade de fortalecimento de atividades para melhorar o estado de saúde mental dos universitários, onde há a necessidade de desenvolverem uma assistência psicopedagógica de forma efetiva no decorrer de toda a graduação.

Biografia do Autor

Joaquim Rangel Lucio Penha, Universidade Estadual do ceará

Graduação em Educação Física. Mestre em Saúde da Criança e do adolescente pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Membro do grupo de pesquisa em saúde e trabalho Cnpq. Possui registro profissional no CONFEF e CREF 5 (Conselho Federal e Regional de Educação Física). Atualmente é professor de Educação Física do quadro de funcionário efetivo da SME de Várzea Alegre - CE e da SME de Crato - CE. Pesquisa os níveis de aptidão física relacionada a doenças cardiometabólicas e osteomusculares em crianças e adolescentes. ORCID ID: https://orcid.org/ 0000-0003-0325-3495   

Cleide Correia de Oliveira

Possui Graduação em Enfermagem pela Universidade de Fortaleza-UNIFOR com Mestrado em Desenvolvimento Regional pela Universidade Regional do Cariri, Doutorado em Bioquimica Toxicológica pela Universidade Federal de Santa Maria RS. Professora Associada da Universidade Regional do Cariri das Disciplinas Saúde Mental. Com experiência nas áreas de Enfermagem Assistencial, Centro Cirúrgico e Centro de Materiais, UTI. Administração Hospitalar e Sistemas de Saúde Pública e Privado. Atuando principalmente nos seguintes temas: Saúde mental. Coordenadora da Pós-graduação em Saúde Mental URCA e Enfermagem em Oncologia. ORCID ID: https://orcid.org/.0000-0001-8135-449x

Joyce Freitas de Sousa

Graduanda do curso de Enfermagem na Universidade Regional do Cariri – URCA. ORCID ID: https://orcid.org/ 0000-0002-8824-4530.

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Publicado

2021-01-14

Como Citar

Penha, J. R. L., de Oliveira, C. C., & de Sousa, J. F. . (2021). PREVALÊNCIA DE TRANSTORNOS MENTAIS COMUNS E FATORES DE RISCO ENTRE UNIVERSITÁRIOS. BIOMOTRIZ, 14(4), 102-113. https://doi.org/10.33053/biomotriz.v14i4.235

Edição

Seção

Artigos