ALIENAÇÃO PARENTAL E FALSAS MEMÓRIAS: A RELEVÂNCIA DA APURAÇÃO PROBATÓRIA

Autores

  • Leonardo Wegner Teixeira Universidade de Cruz Alta - UNICRUZ, Cruz Alta, RS, Brasil
  • Marcelo Cacinotti Costa Universidade de Cruz Alta - UNICRUZ, Cruz Alta, RS, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.33053/revint.v9i1.668

Palavras-chave:

Alienação parental, Falsas memórias, Prova processual

Resumo

O presente artigo tem como tema principal a alienação parental e as falsas memórias, além da importância da produção probatória nessas situações. Neste sentido, objetiva-se analisar se somente o testemunho da criança, é o suficiente para uma condenação desfavorável em relação ao genitor alienado. Parte-se do pressuposto de que a alienação parental, surge na intenção de um dos genitores denegrir a imagem do outro para a criança, a fim de fazer com que ela perca o interesse em manter contato com o outro genitor. Além disso, pelo fato de um dos genitores introduzir ideias falsas à criança, ela pode passar a desenvolver as falsas memórias, que nada mais é do que uma distorção da realidade, podendo levar à ocorrência de falsas denúncias. Quanto à metodologia, foi utilizada a pesquisa qualitativa e bibliográfica, com método de abordagem hipotético-dedutivo, com respaldo em um plano explicativo. Destaca-se, com esse estudo, a importância da apuração probatória no processo que envolve alienação parental, uma vez que somente o depoimento do menor não pode ser levado em conta sozinho, devendo ser corroborado com as demais provas. Diante disso, o magistrado, em sua sentença, deverá analisar todas as provas do processo, principalmente as periciais, uma vez que o menor pode estar sob influência de falsas memórias.

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Publicado

2021-12-16

Como Citar

Wegner Teixeira, L., & Cacinotti Costa, M. (2021). ALIENAÇÃO PARENTAL E FALSAS MEMÓRIAS: A RELEVÂNCIA DA APURAÇÃO PROBATÓRIA. REVISTA INTERDISCIPLINAR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO, 9(1), 448-459. https://doi.org/10.33053/revint.v9i1.668

Edição

Seção

Mostra de Pós-Graduação - Multidisciplinar