PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA SÍFILIS CONGÊNITA NO MUNICÍPIO DE SALVADOR-BA, BRASIL, 2009-2018

Autores

  • Maísa Mônica Flores Martins Universidade Católica do Salvador/ Universidade Federal da Bahia
  • Tarsia dos Santos Souza Universidade Católica do Salvador

DOI:

https://doi.org/10.33053/recs.v9i1.426

Palavras-chave:

Sífilis congênita, Epidemiologia, Transmissão vertical

Resumo

Introdução: A sífilis congênita é uma doença originada através da transmissão vertical da bactéria Treponema pallidum. Apesar de se tratar de uma patologia totalmente evitável e ser apontada como indicador de qualidade da assistência pré-natal, ainda é considerada como um grave problema de saúde pública. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico da sífilis congênita no município de Salvador-BA, Brasil, no período de 2009 a 2018. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, realizado através de dados secundários coletados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Os dados obtidos foram armazenados e consolidados para cálculo de frequência absoluta, relativa, taxa de incidência dos casos notificados segundo faixa etária e taxa de letalidade. Em seguida, as informações obtidas foram utilizadas para confeccionar tabelas e gráficos. Resultados: Foram registrados 3.613 casos, dentre esses, 32 óbitos, com predomínio dos casos na faixa etária de até seis dias, pertencentes à raça parda. Quanto as características maternas, a predominância foi de mães com baixo grau de escolaridade, que realizaram consulta pré-natal, sendo o número de parceiros não tratados foi de 1.846 casos. Dentre os casos notificados, 3.481 foram diagnosticados ainda na fase recente. Considerações finais: Pode-se evidenciar que a sífilis congênita ainda persiste como um grande problema de saúde pública. Levando a um alerta sobre a necessidade de melhoria na assistência pré-natal.

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Publicado

2021-04-30

Como Citar

Martins, M. M. F., & dos Santos Souza, T. . (2021). PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA SÍFILIS CONGÊNITA NO MUNICÍPIO DE SALVADOR-BA, BRASIL, 2009-2018. Revista Espaço Ciência & Saúde, 9(1), 27-37. https://doi.org/10.33053/recs.v9i1.426

Edição

Seção

Artigos Originais