QUANDO NÃO HÁ O QUE FAZER? UMA RODA DE APOIO PARA CUIDADOS PALIATIVOS

Autores

  • Antônia Beatriz Trindade Alves
  • Luana Ribeiro Borges
  • Noeli Maria Birk
  • Bruna Stamm

DOI:

https://doi.org/10.33053/recs.v9i1.469

Palavras-chave:

Cuidados Paliativos. Assistência Domiciliar. Enfermagem. Atenção Primária à Saúde. Educação Permanente.

Resumo

Objetivo: Compreender as percepções de enfermeiros da Estratégia da Saúde da Família acerca dos cuidados paliativos na atenção domiciliar. Metodologia: Pesquisa-apoio, realizada em um município da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul com oito enfermeiros de Estratégias da Saúde da Família, em agosto de 2018. Os dados foram coletados através de uma roda de apoio de Educação Permanente sobre cuidados paliativos. Utilizou-se de um caso clínico como disparador, o encontro foi áudio gravado e transcrito, e para análise a organização operacional. Resultados: Elaboraram-se duas categorias: “O discurso da cronicidade e as ações previstas na Política de Atenção Básica” e “O cuidado paliativo como perspectiva de ‘não ter o que fazer’”. Considerações finais: Acredita-se que o estudo oportunizou aos enfermeiros possibilidades de ampliação de novos olhares assistenciais as pessoas em cuidados paliativos e suas famílias no território, e apoiou a ressignificação da prática do cuidado na atenção básica.

Referências

ALELUIA, I. R. S. et al. Coordenação do cuidado na atenção primária à saúde: estudo avaliativo em município sede de macrorregião do nordeste brasileiro. Ciência e Saúde Coletiva, v.22, n.6, p.1845-56, 2017.

AGÊNCIA NACIONAL DE CUIDADOS PALIATIVOS (ANCP). Manual de Cuidados Paliativos. 2. ed. Rio de Janeiro: Academia Nacional de Cuidados Paliativos. 2012.

ANDRADE, C.G.; COSTA, S. F. G.; LOPES, M. E. L. Cuidados paliativos: a comunicação como estratégia de cuidado para o paciente em fase terminal. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v.18, n.9, p.2523-30. 2013.

BRASIL. Ministério da Saúde. Redefine a atenção domiciliar no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Portaria nº 963, de 27 de maio de 2013. Brasília: DF, 2013.

BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução nº41, de 31 de outubro de 2018. Dispõe sobre as diretrizes para a organização dos cuidados paliativos, à luz dos cuidados continuados integrados, no âmbito Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 31out. 2018.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de atenção domiciliar. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.v 2.: il.

BRASIL. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Dispõe sobre as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Conselho Nacional de Saúde. Brasília, 2012.

BRITO, F.M. et al. Cuidados paliativos e comunicação: estudo com profissionais de saúde do serviço de atenção domiciliar. Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online, v.9, n.1, p. 215-19, 2017.

CASTRO, C.P.; CAMPOS, G. W. S. Apoio institucional Paideia como estratégia para educação permanente. Revista Trabalho, Educação e Saúde, Rio de janeiro, v.2, n.1, p.29-50, jan./abr., 2014.

CEZAR, V. S. et al. Educação Permanente em Cuidados Paliativos: uma Proposta de Pesquisa-Ação. Revista Online de Pesquisa Cuidado é Fundamental, v. 11, n. especial, p. 324-32, 2019.

COELHO, M. E. M., FERREIRA, A. C. Cuidados paliativos: narrativas do sofrimento na escuta do outro. Revista Bioética, v.23, n.2, p.340-48, 2015.

FURLAN, P.G.; CAMPOS, G. W. S. Pesquisa apoio: pesquisa participante e o método Paideia de apoio institucional. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, v.18, n.1, p.855-894, 2014.

HERMES, H.R., LAMARCA, I. C. A. Cuidados paliativos: uma abordagem a partir das categorias profissionais de saúde. Ciência e Saúde Coletiva, v.18, n.9, p.2577-88, 2013.

HEY, A. et al. Participação da enfermeira nos cuidados paliativos. Revista Mineira de Enfermagem, v.21, 2017.

LAGO, D. M. K. S. Qualidade de vida de cuidadores: relação entre cuidados paliativos, sobrecarga e finitude humana. Curso de pós-graduação e Enfermagem, Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

MELO, M. O. Equipe multiprofissional e Cuidados Paliativos: Interfaces para promoção da saúde na Atenção Básica. 2017. Tese (Mestrado em Psicologia da Saúde) – Universidade Estadual da Paraíba, Paraíba, 2017.

MELO, A. BARBOSA, T. M. Atuação do Núcleo de Apoio à Saúde da Família: O entendimento de profissionais da Estratégia da Saúde da Família de um município Catarinense. Revista Eletrônica TEMPUS, actas de saúde coletiva, v.11, n.2, p.25-39, 2017.

MENEGUIN, S; RIBEIRO, R. Dificuldades de cuidadores de pacientes em cuidados paliativos na Estratégia da Saúde da Família. Texto contexto – enferm, Florianópolis, v.25, n.1, p. 1-7, 2016.

MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: Pesquisa qualitativa em saúde. 14. ed. São Paulo: Hucitec, 2014.

OLIVEIRA, M. B. P. et al. Atendimento domiciliar oncológico: percepção de familiares/cuidadores sobre cuidados paliativos. Escola Anna Nery, v.21, n.2, 2017.

OLIVEIRA, S. G. et al. Representações sociais do cuidado de doentes terminais no domicílio: o olhar do cuidador. Aquichan, v.16, n.3, p.359-369, 2016.

PESSALACIA, J. D. R. et al. Experiências de cuidadores nos cuidados paliativos e redes de suporte. Revista de Enfermagem da UFPE on line, v.12, n.11, p.2916-2922, 2018.

SANTANA, J. C. B.; PESSINI, L.; SÁ, A. C. Vivências de profissionais da saúde frente ao cuidado de pacientes terminais. Enfermagem Revista, v.20, n.1, p. 1-12, 2017.

SANTOS, A. L. N.; LIRA. S. S.; COSTA. R. S. L. Cuidados Paliativos prestados pelo enfermeiro ao paciente oncológico. Dê Ciência em Foco, v.2, n.1, p.63-77, 2018.

SAVASSI, L. C. M. Os atuais desafios da Atenção Domiciliar na Atenção Primária á Saúde: uma análise na perspectiva do Sistema Único de Saúde. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, v.11, n.38, p. 1-12, 2016.

SILVA, S. M. A. Os cuidados ao Fim da Vida no Contexto dos Cuidados Paliativos. Revista Brasileira de Cancerologia, v.62, n.3, p.253-257, 2016.

SOUZA, H. L. et al. Cuidados paliativos na atenção primária à saúde: considerações éticas. Revista Bioética, v.23, n.2, p.349-359, 2015.

VASCONCELOS, G. B.; PEREIRA, P. M. Cuidados paliativos em atenção domiciliar: uma revisão bibliográfica. Revista de Administração em Saúde, v.18, nº 70, p. 1-18, 2018.

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Definition of palliative care. Disponível em: <http://www.who.int/cancer/palliative/definition/en/>. Acesso em: 30 out. 2018 30. WORLDWIDE HOSPICE PALLIATIVE CARE ALLIANCE (WPCA). Disponível em: <http://www.thewhpca.org/>. Acesso em: 20 set. 2018.

Downloads

Publicado

2021-04-30

Como Citar

Alves, A. B. T. ., Borges, L. R. ., Birk, N. M. ., & Stamm, B. (2021). QUANDO NÃO HÁ O QUE FAZER? UMA RODA DE APOIO PARA CUIDADOS PALIATIVOS. Revista Espaço Ciência & Saúde, 9(1), 38-50. https://doi.org/10.33053/recs.v9i1.469

Edição

Seção

Artigos Originais